
Como não poderia deixar de ser, um dos primeiros posts desse blog teria que incluir o GTD.
Aqui no Brasil o método GTD ainda é bastante desconhecido, mas as coisas estão mudando. GTD é a abreviação de "Getting Things Done: The Art of Stress-Free Productivity", o nome de um livro muito popular (bestseller) nos Estados Unidos. Foi escrito por David Allen, consultor gerencial e treinador de executivos para o método que desenvolveu. No Brasil o livro foi lançado em 2001 com o título "Produtividade Pessoal - A arte da produtividade sem stress" e depois relançado pela Editora Campus em 2005 com o novo nome "A Arte de Fazer Acontecer - Uma Fórmula Anti-stress para Estabelecer Prioridades e Entregar Soluções no Prazo".
Mas o que faz esse GTD ser tão especial? Na verdade ele é um sistema organizacional que consiste numa série de etapas e hábitos que devem ser incorporados no dia a dia para que se possa ter uma vida mais produtiva e sem stress. Na verdade tudo o que o livro aborda são várias dicas de puro bom senso, mas que reunidos transformam-se numa metodologia bastante eficaz.
Basicamente, a metodologia consiste em colocar num sistema confiável (agenda, caderno, software) tudo o que temos na cabeça. Todos os nossos compromissos e pendências pessoais ou profissionais, todos os nossos projetos atuais e futuros, todos os nossos desejos, tudo, tudo mesmo! Com isso nossa mente se libera do esforço permanente para lembrar de tudo isso e podemos finalmente relaxar e conquistar o nirvana da falta de stress. E com a cabeça liberada desse esforço, podemos por fim ser muito mais criativos e produtivos ao resolver problemas e tomar decisões. A premissa principal do sistema é que nossa capacidade de ser produtivos é diretamente proporcional à nossa capacidade de relaxar. Só quando nossas mentes estão claras e nossos pensamentos organizados é que podemos atingir a produtividade sem estresse e liberar o nosso potencial criativo.
Ao contrário de outros especialistas em gerência do tempo, David Allen não dá ênfase à priorização das tarefas. Ao invés disso, ele prega a criação de listas de tarefas que são específicas a um contexto. Por exemplo a criação de uma lista de ligações telefônicas a se fazer ou de tarefas a serem feitas no computador. Ele também sugere que toda a nova tarefa que possa ser executada em menos de dois minutos deve ser realizada imediatamente ao invés de ser incluída numa lista.
A psicologia do GTD baseia-se em tornar fácil e divertido o arquivamento, busca e recuperação de todas as informações relacionadas às tarefas que você precisa fazer. Allen sugere que muitos dos bloqueios mentais que temos para realizar algumas atividades são causados por uma insuficiência de planejamento inicial. Por exemplo, para cada projeto é necessário estabelecer inicialmente o que se quer obter quando se terminar o projeto e quais ações específicas são necessárias para se atingir esse objetivo. De acordo com Allen é muito mais prático pensar em tudo isso antes de iniciar o projeto e gerar a lista de ações que serão necessárias para que mais tarde possamos executá-las sem maiores planejamentos.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
GTD - Parte 1
Tags: GTD, organização, produtividade
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Um comentário:
Oi Cynthia! Parabéns e bem vinda ao mundo blogueiro!
E que venham as dicas do dia ;)
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